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  • Focinho Caridoso

Os traços femininos na Luta pela Causa Animal

Duas causas tão nobre e marcadas pela luta e reconhecimento. As mulheres ao longo da história passaram por marcas de exploração, marginalização e por muitos anos se quer foram consideradas como parte da sociedade, mas nunca deixaram de levantar suas vozes e com elas levantaram também a bandeira para aqueles que não tem voz: nossos Focinhos.

Conheça aqui algumas destas guerreiras que fizeram e fazem da sua vida, formas de protesto pelo Direito Animal.




Brigitte Bardot, musa do cinema francês na década de 60, e hoje com 86 anos, foi uma grande atriz e modelo, sendo considerada um dos maiores símbolos sexuais da sua época. Sua personalidade autêntica, e seus ideais modernos a fizeram, não só ser considerada uma mulher à frente de seu tempo, como também uma ativista pioneira da causa em defesa dos animais. Em seu livro "Lágrimas de combate" (2018), Brigitte Bardot relata sua luta pelos filhotes de foca, a criação de sua fundação (Fundação Brigitte Bardot) e denuncia a caça, os zoológicos, a criação industrial, os casacos de pele, ou ainda o consumo de carne de cavalo, o qual espera ver abolido “antes de (sua) morte”. A militante relata também que os animais resgatados por ela e abrigados em sua casa de La Madrague, em Saint-Tropez (sudeste da França), são sua “família próxima”.

Após sua morte, ela espera deixar a lembrança de uma mulher que pôs fim ao tabu da “humanidade animal, da animalidade humana” e insiste em um “futuro comum” com todos os seres vivos.


Marian Dawkins nasceu em 13 de fevereiro de 1945, é uma bióloga britânica e professora de etologia na Universidade de Oxford. Seu papel foi e é fundamental para ajudar a estabelecer o bem-estar animal como um campo de pesquisa científica. Ela tem se esforçado para mostrar que as melhorias no bem-estar animal podem se traduzir em benefícios, inclusive econômicos, para os humanos.

Seus interesses de pesquisa atuais incluem avaliações automatizadas de bem-estar animal.


Jane Goodall, nascida em 1934, é uma primatóloga britânica pioneira em sua área. Além disso, é PhD em etologia pela Universidade de Cambridge, sendo uma das poucas pessoas a cursar pós-graduação em Cambridge sem ter um diploma universitário. Dedicou boa parte de sua vida ao estudo do comportamento de chimpanzés na Tanzânia, fazendo importantes descobertas sobre a espécie, descobertas essas que mostravam similaridade dos chimpanzés com a espécie humana. A partir disso, Jane conseguiu revolucionar a compreensão humana sobre os animais e provar a necessidade de proteger a espécie da extinção. Hoje em dia ela está viajando pelo mundo, mostrando as ameaças que os chimpanzés enfrentam e falando sobre as crises ambientais.


Louise Lind-af-Hageby - ou Lizzie nasceu em 1878, começou o trabalho filantrópico quando jovem, mas foi o tempo que estudou no Instituto Pasteur em Paris durante a Exposição de Paris de 1900 que a colocou no caminho da campanha contra a vivissecção, que é qualquer operação feita em animal vivo com o objetivo de realizar estudo ou experimentação. Nos anos 1900, Lizzie era defensora dos direitos das mulheres e dos animais, ficou muito abalada ao ver centenas de animais enjaulados em sofrimento sendo usados ​​em vários tipos de pesquisas.


Ruth Harrison

A britânica Ruth Harrison nasceu no dia 24 de junho de 1920 e foi uma grande escritora e ativista do bem-estar animal. Durante sua jornada de vida lutou para expor as atrocidades que os animais da indústria eram submetidos. Produziu o livro “Animal Machines” publicado em 1964, e por ele Ruth apresentava as péssimas condições e os maus-tratos que os animais da indústria passavam. Graças ao livro de Harrison, ouve um choque na opinião pública o que levou o governo britânico a criar um comitê para investigar o assunto. Em 1965 foi publicado o relatório da investigação e por ele foi confirmado que de fato boa parte dos animais viviam em espaços insuficientes que impediam de apresentar seus comportamentos naturais como andar, deitar, virar e esticar os membros. Todas essas constatações auxiliaram a criação do “Farm Animal Welfare Council” responsável pela criação de um documento com os princípios e a legislação que norteiam as boas práticas de bem-estar animal, conhecida depois como as cinco liberdades.


The Black Mambas são a primeira unidade anti-caça furtiva da África do Sul, composto por mulheres africanas que patrulham cerca de 62.000 hectares da Reserva Natural Balule, parte do Parque Nacional Greater Kruger, que abriga a maior população de rinocerontes do mundo, e também, é a área mais atingida pela caça furtiva de rinocerontes no mundo. Juntas, essas mulheres conseguiram reduzir 63% nos incidentes de caça furtiva na área. São mulheres africanas apaixonadas pela vida selvagem e pela conservação dos rinocerontes, são vozes na comunidade por meio do trabalho de conservação. Os objetivos das Black Mambas vão além da proteção aos rinocerontes, oferecendo educação ambiental para as escolas locais por meio de seu programa de extensão Bush Babies, que atingem mais de 2.000 crianças, incentivando toda a comunidade para a proteção ao patrimônio natural.


Cristina Harumi Adania, médica veterinária brasileira, formou-se em 1985 pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. É coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, atuando principalmente nos seguintes temas: felideos, censo cativeiro, registro genealógico, puma concolor e panthera onca.

Atuando na Coordenadoria de Fauna e de Educação Ambiental, o trabalho de Cristina tem por objetivo receber os animais silvestres vitimados, prestando desde o atendimento veterinário, reabilitação e soltura até o monitoramento destes no ambiente natural. Além disso, o Centro de Felinos da AMC tem sido referência internacional por fornecer subsídios para diversas pesquisas, tanto em cativeiro como em vida livre, com o objetivo de implementar estratégias para a conservação das nove espécies de felinos presentes no Brasil. No zoológico de Pedreira, Cristina ajudou a AMC a se tornar a primeira instituição do mundo a ter sucesso no nascimento de uma onça-pintada através da técnica de Transferência de Embriões (TE).

Cristina Harumi Adania ajudou a criar uma maior consciência sobre a proteção animal no Brasil. Sua luta já dura mais de trinta anos com ações de coragem e determinação em defesa especialmente das onças tão ameaçadas de extinção.



Confeccionado pelas Voluntárias e mulheres:

Isabela Rocha

Leticia Colenghy

Caroline Clemente

Isabella Saad

Lizandra Araújo

Danielle Pereira

Ingrid Mylena

 

Referências:


"Em novo livro, Brigitte Bardot explica seu amor pelos animais". AFP. 2018. Editora Três. https://istoe.com.br/em-novo-livro-brigitte-bardot-explica-seu-amor-pelos-animais/

“Marian Dawkins | sociedade Real” https://royalsociety.org/people/marian-dawkins-11318/

https://www.janegoodall.org/our-story/about-jane/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/04/7-fatos-sobre-jane-goodall-cientista-que-revolucionou-primatologia.html

https://www.blackmambas.org/

https://www.helpingrhinos.org/black-mambas/

https://helenrappaport.com/womens-history/lizzie-lind-af-hageby/

https://www.animalsasia.org/hk-en/media/news/news-archive/we-honour-ruth-harrison-obe-a-pioneer-for-the-welfare-of-farmed-animals.html

https://certifiedhumanebrasil.org/conheca-as-cinco-liberdades-dos-animais/

https://www.jundiaqui.com.br/geral/dia-da-mulher-cristina-harumi-e-grande-amiga-das-oncas/

http://mataciliar.org.br/site/fauna/

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4786584U3

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