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  • Focinho Caridoso

O Abandono Na Quarentena


Por Elígia Moura - Voluntária e Graduanda em Medicina Veterinária na UNI-GOIÁS

Leonardo Inocencio - Voluntário e Acadêmico de Medicina Veterinária na UniGoiás

Yago Gelabert Costa - Voluntário e Acadêmico de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Goiás Editora: Mariana Jardim - Voluntária e Graduanda de Jornalismo na PUC-GOIÁS


Após ser adotada a medida de Isolamento social para conter a disseminação do vírus Covid-19, foi identificado por diversas ONG's de proteção animal um aumento de 60% de indivíduos que desejam se desfazer de seus animais, e a diminuição de 41% das taxas de adoções em comparação com o ano anterior. Esta situação sucedeu-se pela falta de informação sobre o vírus.


Muitos acharam que os animais poderíam se infectar e transmitir a doença, quando na verdade, pelo nível de incompatibilidade genética, o SARS-coV2 não tem propriedade para realização de tal ação. Mas infelizmente, essa é uma notícia pouco difundida pelos veículos midiáticos, causando medo e incerteza em grande parte da população.

O coronavírus canino (CCoV), que pode causar uma gastroenterite (diarreia e vômito), e o coronavírus felino (FCoV), que pode causar peritonite infecciosa felina (PIF) já são conhecidos há décadas e não são transmitidos aos seres humanos pois são da família do Alfacoronavirus. O vírus que infecta os humanos é da família Betacoronavirus, na qual faz parte a espécie SARS-CoV 2.


Além disso,os maus tratos nessa pandemia cresceram bastante. Com base num estudo realizado pela BBC NEWS, foi relatado um aumento de 482% nos maus tratos à animais domésticos entre o período do dia 15 de março a 30 de junho, apontando um drástico aumento em relação aos números do ano anterior. Outro fator preocupante para as ONG's é o abandono pós quarentena. Muitos cidadãos estão adotando animais por impulso, como forma de ocupação neste período de isolamento. Para evitar este tipo de situação, as organizações estão sendo ainda mais rígidas nas entrevistas com possíveis tutores.


A OMS (Organização Mundial da Saúde) registra cerca de 30 milhões de animais domésticos, entre eles cães e gatos, nesta situação em todo o Brasil. Na cidade de Goiânia, estima- se aproximadamente 30.300 animais que vivenciam este descaso da humanidade. Diariamente, a comunidade de animais domésticos é esquecida, demonstrando a falta de um princípio básico para um mundo civilizado: O respeito à vida.


Estes animais, além de serem expostos a muitos perigos como maus-tratos, desnutrição, entre outros, também sentem a necessidade de amor e atenção. Os olhos que antes possuíam um brilho especial de segurança e amor, agora passam a demonstrar medo, tristeza e até agressividade. Mas em meio a tudo isso, ainda é possível encontrar amor. ONG's têm dado o seu máximo para a redução dessa situação precária, com abrigos em superlotação visando oferecer uma segunda chance a essas vidas. É a partir dai que a Focinho Caridoso entra, com o foco em ajudar essas entidades, através de arrecadação de alimentos, divulgação de animais que disponíveis para adoção e muitos projetos futuros.


Arte: Mariana Jardim - Voluntária e Graduanda de Jornalismo na PUC-GOIÁS

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