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   É de conhecimento geral que nada representa melhor o brasileiro do que o vira-lata caramelo, mas o que pouquíssimos sabem é que esse nosso velho conhecido não possui tratamento igualitário no Brasil. Isso por que a realidade dos animais abandonados não é a mesma por todo o nosso país, de modo que esses animais são expostos a experiências tanto modernas quanto de um passado cheio de falta da empatia. Enquanto nos centros urbanos nossos vira-latas vivenciam a era da globalização, no interior ainda podem ser observadas atitudes cheias de reprodução de hábitos do passado que não reconhecem a senciência animal. 
   No mundo quase perfeito conhecido pela maioria de nós é possível encontrar desde famílias ricas com seus cães de raça passeando em carrinhos próprios até hospitais públicos e centros de pesquisas para tratar animais abandonados ou de famílias que não podem arcar com os custos dos tratamentos de saúde. Em contrapartida, conforme se adentra o território o que se observa são animais dormindo ao relento, sem o cuidado dos moradores da comunidade ao redor como é garantido por lei nas cidades grande e sem pessoas que se preocupem em leva-los ao veterinário ou até mesmo, sem veterinários por perto.
   Assim temos uma parcela gigantesca de animais sem o cuidado que merecem, o que torna ainda mais necessário que suas histórias viagem por quilômetros, alcançando o maior número possível de pessoas que se sensibilizem e aceitem o desafio de mudarem essa realidade. Talvez demore para chegar o dia em que os animais do interior terão seus hospitais públicos garantidos, mas não precisa demorar para que tenham melhores condições de vida. Por isso, a Ong Focinho Caridoso se compromete a mudar a realidade desses seres mais vulneráveis, rodando o interior de Goiás e fazendo chegar a eles sua contribuição. Pois, 

 

 

embora para se começar um oceano uma gota seja o suficiente, para torna-lo capaz de mudar seu entorno é necessário que mais gotas se unam e resistam.

 

Bruna Ribeiro